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Que cursos de saúde tem a Universidade Autónoma de Barcelona, em que língua são as aulas de cada um, que nota pedem e como…
Cursos com médias mais baixas: a lista e as opções de saúde mais acessíveis

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Ficar de fora do curso que querias por causa de umas décimas é uma das frustrações mais comuns do acesso ao ensino superior em Portugal. Por isso, todos os anos, a procura por cursos com médias mais baixas dispara assim que saem as colocações. Antes de decidires, percebe como funcionam as médias de acesso ao ensino superior e como podes melhorar a tua.
A boa notícia é que existe muita mais escolha do que parece, e que nem sempre uma média mais baixa significa um curso pior. Muitas vezes são licenciaturas com boa saída profissional, mas com menos candidatos.
E se, ainda assim, a média não chegar para o curso que realmente queres, há uma terceira via que poucos consideram, que é estudar uma carreira de saúde em Espanha, onde a nota de acesso costuma ser mais baixa. A Fisioterapia é um bom exemplo: vê a nota de corte de Fisioterapia em Espanha. Se essa ideia te interessa, podes desde já conhecer a nossa preparação para estudar saúde em Espanha.
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Para perceber onde estão as médias mais baixas, ajuda ver primeiro o outro extremo. Na 1ª fase de 2025, segundo os dados da DGES, os cursos com médias mais altas foram Engenharia de Sistemas Informáticos do Politécnico do Cávado e do Ave (18,95 valores), Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho (18,85) e Engenharia e Gestão Industrial da Universidade do Porto (18,65), com Medicina sempre no topo.
No extremo oposto estão os cursos que fecham perto da nota mínima de candidatura (95 pontos, ou seja, 9,5 valores). E não são casos raros: em 2025 sobraram 11.513 vagas depois da 1ª fase, mais 130% do que no ano anterior.
Os cursos que fecham nesse mínimo concentram-se em politécnicos do interior e em universidades mais pequenas. Em anos recentes fecharam nos 9,5 valores cursos como Agronomia e Gestão (regime noturno) no Politécnico de Viana do Castelo, Enologia e Ecologia e Ambiente na Universidade de Évora, Bioquímica na Universidade da Madeira ou Secretariado em Castelo Branco. São licenciaturas com boa saída, mas menos procuradas.
A ideia a reter é que uma média mais baixa fecha algumas portas, mas abre dezenas de outras. O que provavelmente queres saber é onde estão as mais acessíveis dentro da tua área.
As médias variam imenso de área para área, e isso é o que te interessa para decidir. Vê onde estão as opções mais acessíveis, dentro e fora da saúde.
As notas mais baixas do país estão em ciências agrárias (Agronomia, Enologia), ambiente (Ecologia e Ambiente, Ciências e Tecnologia do Ambiente), gestão em regime noturno, educação básica e algumas engenharias em politécnicos regionais. Muitos fecham no mínimo de 9,5 valores simplesmente porque recebem menos candidatos do que vagas, não por serem piores.
Aqui há uma verdade que poucos te dizem. Na saúde, as médias são, em média, mais altas do que nas áreas anteriores, e os cursos mais acessíveis do país quase nunca são de saúde. Medicina e Medicina Dentária estão mesmo no topo das médias nacionais.
Se a Medicina Dentária é o teu objetivo, convém saberes desde já quais são as faculdades de Medicina Dentária e a nota a que cada uma costuma fechar.
Ainda assim, “saúde” é muito mais do que Medicina, e há licenciaturas da área bem mais acessíveis, sobretudo em escolas superiores fora dos grandes centros. Esta é a forma mais honesta de as olhar:
| Carreira de saúde | Acessibilidade da média |
|---|---|
| Medicina, Medicina Dentária | Muito alta (as mais disputadas) |
| Farmácia, Fisioterapia (grandes centros) | Alta |
| Enfermagem, Nutrição, Imagem Médica | Média, varia muito por instituição |
| Gerontologia, Saúde Ambiental, Terapia Ocupacional, Saúde Pública | Mais acessível |
Estas posições mudam todos os anos e por instituição, por isso confirma o valor exato de cada curso nos índices oficiais da DGES. O padrão, esse, repete-se: quando a média não chega para Medicina, há sempre caminhos dentro da saúde com notas mais baixas. Um desses caminhos é passar de Enfermagem para Medicina, uma rota que já funcionou para vários estudantes portugueses.
Não. A média de entrada reflete sobretudo a relação entre a procura e as vagas, não a qualidade do curso nem a sua empregabilidade. Muitos cursos com médias baixas têm boa saída profissional e procura crescente no mercado de trabalho.

A razão de fundo é direta. Há mais candidatos do que vagas nos cursos de saúde mais procurados, e o regime de numerus clausus limita os lugares. Isso faz a nota do último colocado subir até valores que deixam de fora estudantes com bons percursos.
A forma de calcular a nota de candidatura também pesa. A média do secundário vale no mínimo 40% e as provas de ingresso valem no mínimo 45%, pelo que um exame nacional menos conseguido tem um impacto enorme.
Em 2026 houve uma mudança relevante. As instituições passaram a poder exigir entre uma e três provas de ingresso por curso, em vez do mínimo de duas de 2025. A flexibilização surgiu depois de uma análise concluir que exigir duas provas tinha afastado cerca de 2.800 candidatos. Ainda assim, nos cursos de saúde mais disputados a pressão sobre a média mantém-se.

Aqui está o que quase ninguém te diz quando a tua nota não chega. A fronteira não fecha a porta, abre outra. Em Espanha, as notas de corte de muitas carreiras de saúde são mais baixas do que em Portugal, e o acesso para estudantes portugueses é mais flexível do que parece.
O acesso faz-se numa escala até 14 pontos. Até 10 vêm do reconhecimento da tua base académica portuguesa, que se constrói com a média do secundário e a tua melhor nota de um único Exame Nacional. Os restantes 4 pontos obtêm-se através das PCE (Biologia e Química, no caso da saúde).
A grande mudança está aqui. Antes eram precisos dois exames para aceder, e agora basta um único Exame Nacional para construir a base. Aquele que já vais fazer em Portugal. Para veres os números, podes consultar como funciona a média para entrar em Medicina ou o caminho de entrar em Medicina com média baixa.
Queres estudar um curso na área da saúde em Espanha?
Preparamos contigo as PCE de Química e Biologia e, nos cursos que o incluem, também o espanhol. Se precisares, tratamos ainda dos documentos e das candidaturas às universidades espanholas, num serviço que se contrata à parte.


Quando a média não chega, ficas normalmente com três caminhos à frente, e vale a pena olhar para todos com calma.
A escolha certa depende do que valorizas, seja ficar perto de casa, não perder um ano, ou estudar exatamente a carreira que sonhaste. Muitas famílias portuguesas descobrem que estudar Medicina fora de Portugal é mais simples e mais barato do que imaginavam.
Se há uma ideia para guardar, é a seguinte. Uma média que não chega para o teu curso ideal não é o fim do caminho. É o sinal de que vale a pena olhar a área da saúde de forma mais ampla, dentro e fora do país, antes de decidir por desespero na segunda fase.
Conhecer bem as opções (que cursos têm médias mais baixas, quais são acessíveis na saúde e como funciona o acesso em Espanha) é o que te permite escolher com a cabeça fria. E essa decisão muda-se, literalmente, em pontos.
Se quiseres que analisemos o teu caso concreto, com a tua média e o curso que queres, fala connosco pelo chat ou por WhatsApp e dizemos-te, sem compromisso, se a via espanhola faz sentido para ti.
São, em geral, licenciaturas de menor procura que fecham perto da nota mínima de candidatura (9,5 valores), sobretudo em politécnicos do interior e em áreas como educação, ciências agrárias e algumas engenharias. Em 2025 sobraram mais de 11 mil vagas após a 1ª fase, o que mostra quantos cursos têm entrada acessível.
Medicina e Medicina Dentária têm as médias mais altas da área. As opções de saúde mais acessíveis costumam ser Gerontologia, Saúde Ambiental, Terapia Ocupacional, Saúde Pública e, conforme a instituição, Enfermagem ou Nutrição, sendo que ajuda perceber previamente o que se estuda em Nutrição antes de decidir. O valor exato de cada curso deve ser confirmado nos índices oficiais da DGES. Em Espanha, a nota costuma ser mais permissiva: a nota para entrar em Enfermagem em Espanha ajuda a comparar com o que se precisaria em Portugal.
Em muitos casos, sim. As notas de corte de várias carreiras de saúde em Espanha são mais baixas do que em Portugal, e o acesso para estudantes portugueses baseia-se na média do secundário e num Exame Nacional, com possibilidade de somar pontos através das PCE.
Para construir a base de acesso basta um único Exame Nacional, aquele que já vais realizar em Portugal. Depois, na área da saúde, as PCE de Biologia e Química permitem somar até quatro pontos adicionais na nota final.
Os cursos com a nota mais baixa fecham no mínimo de candidatura, 9,5 valores, e são tipicamente de áreas como ciências agrárias, ambiente, gestão em regime noturno ou educação, em politécnicos do interior e universidades mais pequenas. A lista exata muda todos os anos e pode confirmar-se nos índices da DGES.

Educador em ciências com mais de 8 anos de experiência, especializado em Biologia e Química. Uso tecnologia e pedagogia para preparar estudantes de saúde para a EBAU/PAU/PCE com sucesso.
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