BlogO Distrito Único Andaluz explicado para estudantes portugueses
O que é o Distrito Único Andaluz, que universidades inclui, por que via entra um estudante português, os prazos de referência e onde encaixam…
Faculdade de Medicina Dentária, tudo o que precisas de saber

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Entrar numa faculdade de Medicina Dentária em Portugal é o primeiro passo para quem quer formar-se na área da saúde oral, mas é também um dos acessos mais exigentes do país. Em 2025, a nota do último colocado nas faculdades públicas ficou perto dos 178 valores, num total de 200, e as vagas são poucas. Saber quais são as instituições, que médias pedem e como funciona a candidatura faz toda a diferença na hora de decidir.
Face a esta competitividade, muitos estudantes portugueses começam a olhar para fora. Entre as opções, estudar Medicina Dentária em Espanha tem ganho destaque pela estrutura académica semelhante, pelo diploma reconhecido em toda a Europa e por um acesso mais flexível. Antes de chegar a essa alternativa, vale a pena perceber bem o que Portugal oferece.
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À data de 2025, existem sete faculdades de Medicina Dentária em Portugal, distribuídas entre o ensino público e o privado. Todas conferem o grau de Mestrado Integrado, com cinco anos de duração e 300 ECTS. A diferença está no modelo de acesso, no número de vagas e na propina anual. As três públicas entram pelo Concurso Nacional de Acesso e exigem médias muito altas; as quatro privadas têm processo de seleção próprio e propinas anuais entre os 6.700 e os 10.800 euros, conforme a instituição.

A tabela seguinte resume as sete instituições, o tipo de ensino e a nota do último colocado mais recente disponível. Nas públicas, os valores são as médias de acesso da 1.ª fase de 2025, segundo os dados oficiais da DGES; nas privadas, o acesso não depende de uma média de candidatura nacional.
| Faculdade | Tipo | Média de acesso (1.ª fase 2025) |
|---|---|---|
| U. do Porto (FMDUP) | Pública | 178,3 |
| U. de Lisboa (FMDUL) | Pública | 177,8 |
| U. de Coimbra (FMUC) | Pública | 177,8 |
| Egas Moniz (Almada) | Privada | Seleção própria |
| CESPU – IUCS (Gandra) | Privada | Seleção própria |
| U. Católica – Viseu | Privada | Seleção própria |
| U. Fernando Pessoa (Porto) | Privada | Seleção própria |
Uma das instituições mais antigas e prestigiadas do país, reconhecida pelo equilíbrio entre teoria, laboratório e clínica. Em 2025 disponibilizou 70 vagas e fechou a 1.ª fase em 177,8 valores.
Considerada uma das mais competitivas de Portugal, distingue-se pela exigência académica e pela produção científica. Foi a faculdade com a média mais alta em 2025, com a 1.ª fase a fechar em 178,3 valores para 66 vagas.
Em Coimbra, o curso de Medicina Dentária está integrado na Faculdade de Medicina, o que dá uma base biomédica sólida. Em 2025 ofereceu 60 vagas e a 1.ª fase fechou em 177,8 valores, ao nível de Lisboa.
Uma das principais opções privadas, combina qualidade académica com turmas reduzidas e acompanhamento individualizado. O acesso não passa pelo concurso nacional, mas por avaliação do percurso escolar, entrevista e provas internas.
Instituição privada com forte reputação na área da saúde, em Almada. O curso aposta na prática desde cedo e está alinhado com as necessidades reais do mercado. À data de 2025, a propina anual situa-se entre os 7.800 e os 10.800 euros.
Estas duas instituições privadas do Norte completam a oferta nacional. O IUCS-CESPU, em Gandra, a cerca de 25 km do Porto, oferece o Mestrado Integrado com forte vertente clínica e de investigação, com propina anual a rondar os 6.700 a 7.500 euros. A Universidade Fernando Pessoa, no Porto, dispõe de um hospital-escola próprio, onde os alunos ganham experiência clínica real ao longo do curso. Em ambas o acesso faz-se por candidatura interna, sem depender da média do concurso nacional.
Nas faculdades públicas, a média para entrar em Medicina Dentária ronda os 178 valores em 200. Em 2025, na 1.ª fase, o Porto fechou em 178,3, e Lisboa e Coimbra em 177,8 (dados da DGES). É uma das notas mais altas do ensino superior português, logo a seguir a Medicina.
Esta exigência explica-se por uma conta simples. Há muito mais candidatos do que vagas, e só as três públicas juntas oferecem menos de 200 lugares por ano para todo o país. Quando a procura é tão superior à oferta, a nota do último colocado sobe, e basta uma décima para ficar de fora. Quem quiser perceber em detalhe como se calculam estas médias de acesso ao ensino superior pode consultar o nosso guia sobre o tema.
Nas privadas, a lógica é outra. Não há uma média de candidatura nacional; a seleção combina o percurso escolar, entrevista e provas internas. Por isso, são muitas vezes a via de quem tem vocação para a saúde oral mas não alcança a média altíssima das públicas.
O curso de Medicina Dentária em Portugal tem a duração de cinco anos e organiza-se como Mestrado Integrado, com um total de 300 ECTS distribuídos por dez semestres. No fim, o aluno obtém diretamente o grau de mestre, sem precisar de fazer um mestrado à parte depois da licenciatura.
O percurso combina uma base biomédica nos primeiros anos com prática clínica crescente, que na maioria das faculdades começa por volta do 2.º ano e se intensifica até ao último. Concluído o curso, é obrigatória a inscrição na Ordem dos Médicos Dentistas para exercer a profissão de forma legal.
Em Portugal, o salário médio de um médico dentista situa-se à volta dos 2.700 euros brutos por mês, à data de 2025, embora as diferenças sejam grandes consoante o setor e a experiência. No início de carreira, no setor público (SNS), o vencimento bruto fica habitualmente entre os 1.300 e os 1.600 euros.
No setor privado é onde os valores sobem. Um dentista com experiência pode ganhar entre 2.500 e 4.500 euros brutos por mês, e os especialistas em áreas de maior procura conseguem ultrapassar esse intervalo. É, portanto, uma profissão exigente no acesso, mas com um percurso profissional sólido depois da formação.
Quando a média das públicas portuguesas fica fora de alcance, há uma alternativa próxima e cada vez mais procurada. Para além das opções em Portugal, existem faculdades de Medicina Dentária noutros países da União Europeia com formação de qualidade, diplomas reconhecidos e mais vagas. Entre os destinos mais procurados pelos estudantes portugueses estão os seguintes.
De todos, Espanha é o caminho mais natural para quem vem de Portugal. O acesso não depende da média altíssima do concurso português, mas de um sistema próprio com nota construída de outra forma, em que a PCE de Química costuma ter peso relevante para quem se candidata a Medicina Dentária. Podes saber mais sobre o acesso via UNED e, se vais por esta via, sobre como preparar as provas PCE, que ajudam a melhorar a nota final.

Entrar numa faculdade de Medicina Dentária em Portugal é possível, mas é um processo exigente, que pede preparação, dedicação e uma média elevada. Se tens vocação para a saúde oral e não atinges a nota das públicas, estudar no estrangeiro deixa de ser um plano B e passa a ser uma decisão estratégica.
Espanha consolidou-se como uma opção segura, próxima e com reconhecimento europeu, com cursos de qualidade e um acesso mais flexível. Obténs um diploma válido em toda a União Europeia e estudas num ambiente que valoriza tanto a formação académica como o crescimento pessoal.
Fazer este percurso bem ou mal marca a diferença entre conseguir a vaga e ficar pelo caminho por uma décima. Se decidires dar esse passo, na Academia Carlos de la Hoz acompanhamos-te com preparação académica, orientação personalizada e apoio em todas as etapas do processo.
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Se tens dúvidas sobre o teu caso concreto, sobre a tua média atual ou sobre que universidades em Espanha te encaixam melhor, escreve-nos pelo chat ou pelo WhatsApp e damos-te uma orientação personalizada, sem compromisso.
Nas faculdades públicas, a média ronda os 178 valores em 200. Na 1.ª fase de 2025, segundo a DGES, o Porto fechou em 178,3 e Lisboa e Coimbra em 177,8. É uma das notas mais altas do ensino superior português. Nas faculdades privadas não há média de concurso nacional; o acesso faz-se por seleção própria.
O curso tem cinco anos e organiza-se como Mestrado Integrado, com 300 ECTS ao longo de dez semestres. No fim, o aluno obtém diretamente o grau de mestre, sem precisar de um mestrado adicional para exercer.
Não há uma resposta única. As três públicas (Porto, Lisboa e Coimbra) são as mais prestigiadas e as mais difíceis de entrar. A FMDUP, no Porto, foi a de média mais alta em 2025. As privadas, como Egas Moniz, CESPU, Católica-Viseu e Fernando Pessoa, destacam-se pela prática clínica precoce e por turmas mais reduzidas.
Sim. Estudantes portugueses podem candidatar-se a universidades espanholas através da UNED, com um processo de acesso mais flexível do que o concurso nacional português. O diploma é reconhecido em toda a União Europeia, incluindo Portugal, o que torna esta via uma alternativa real para quem não atinge a média das públicas.
O salário médio ronda os 2.700 euros brutos por mês, à data de 2025. No setor público (SNS), o início de carreira fica entre 1.300 e 1.600 euros; no privado, um dentista com experiência pode ganhar entre 2.500 e 4.500 euros, e os especialistas conseguem ultrapassar esse valor.

Educador em ciências com mais de 8 anos de experiência, especializado em Biologia e Química. Uso tecnologia e pedagogia para preparar estudantes de saúde para a EBAU/PAU/PCE com sucesso.
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