Mudança de par instituição/curso, como mudar de curso ou de universidade em Portugal

Estudante entrega o pedido de mudança de par instituição/curso nos serviços académicos de uma faculdade portuguesa

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Mudança de par instituição/curso, como mudar de curso ou de universidade em Portugal

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Há alturas em que os meses já passados numa faculdade portuguesa pesam mais do que a vontade de continuar. Reprovaste às cadeiras que mais gostavas, ou a cidade e o curso escolhidos há um ano deixaram de fazer sentido. É aí que a mudança de par instituição/curso entra na conversa, como via legal para recomeçar.

A boa notícia é que este processo tem regras conhecidas e prazos publicados, mesmo que cada instituição os defina à sua maneira. O que costuma decidir o resultado não é a sorte, é a informação que consegues reunir antes de te candidatares.

E se, no limite, o que tens em mente é continuar os teus estudos superiores em Espanha, conhece a nossa preparação para estudar em Espanha e trata dessa parte do plano com quem já a acompanhou noutros casos.

O que é a mudança de par instituição/curso?

A mudança de par instituição/curso é o ato pelo qual um estudante já matriculado numa faculdade portuguesa passa a inscrever-se numa instituição e/ou num curso diferentes daqueles em que esteve inscrito em anos letivos anteriores. Pode fazer-se com ou sem interrupção da matrícula, e é sempre a instituição de destino que decide se há vaga disponível para receber o pedido.

O regime está definido na Portaria n.º 181-D/2015, de 19 de junho, que regula ao mesmo tempo a mudança de par instituição/curso e o reingresso no ensino superior português. Aplica-se a instituições públicas, com exceção do ensino militar e policial, e também a instituições privadas, cobrindo três tipos de formação, o curso técnico superior profissional, a licenciatura e o mestrado integrado.

Convém não confundir este processo com uma simples troca de disciplinas dentro do mesmo curso, nem com uma transferência entre universidades espanholas, que segue outra lógica e outra legislação. Aqui fala-se sempre de mudar de par dentro do sistema português, através de um pedido formal à instituição onde queres entrar. O regulamento completo e as condições fixadas para cada ano estão na página oficial da DGES.

Quem pode pedir a mudança de par instituição/curso?

Nem todos os estudantes matriculados em Portugal reúnem as condições para pedir uma mudança de par instituição/curso no mesmo ano. A DGES define três requisitos, que têm de estar cumpridos ao mesmo tempo.

  • Matrícula anterior: ter estado matriculado e inscrito noutro par instituição/curso, sem o ter concluído.
  • Exames nacionais certos: ter feito os exames nacionais do secundário que correspondem às provas de ingresso fixadas para esse par, nesse ano.
  • Classificação mínima: ter obtido nesses exames a nota mínima exigida pela instituição de destino, nesse mesmo ano.

Se nunca chegaste a matricular-te em nenhum curso superior, a definição oficial não cobre esse caso de forma explícita, por isso o mais seguro é confirmar diretamente com a instituição que te interessa antes de avançar. Se já passaste pelo concurso nacional de acesso, convém olhar para os dois regimes lado a lado, porque as notas que contam são as mesmas.

Qual é a diferença entre mudança de par e reingresso?

A confusão é normal, porque os dois nomes aparecem sempre juntos no título do mesmo regulamento. Mas descrevem situações diferentes. Na mudança de par instituição/curso, o estudante passa para uma instituição e/ou um curso diferentes daqueles em que estava inscrito. Já no reingresso, segundo a definição oficial da DGES (dges.gov.pt/pt/pagina/reingresso), o estudante regressa à mesma instituição e ao mesmo curso, ou a um curso que lhe tenha sucedido, depois de ter interrompido os estudos.

Estudante fotografa o painel de editais da faculdade para acompanhar os prazos da mudança de par instituição/curso

Na prática, a pergunta a fazer é simples, queres continuar onde estavas ou queres mudar de sítio. Se a resposta é mudar de instituição, curso, ou ambos, o teu processo é uma mudança de par. Se é voltar exatamente ao que interrompeste, é reingresso, e as regras aplicáveis não são as mesmas.

Porque cada universidade tem prazos diferentes?

Talvez estejas à espera de um calendário nacional único, mas esse calendário não existe. A lei entrega às instituições de ensino superior a competência para preparar e desenvolver o processo de admissão aos seus próprios cursos, incluindo as condições habilitacionais e os critérios de seriação e de desempate entre candidatos com nota igual. Os prazos seguem a mesma lógica, cada instituição fixa os seus e publica-os no seu próprio sítio na internet.

Além disso, o regime está sujeito a limitações quantitativas, ou seja, a um número máximo de vagas que a própria instituição de destino decide para cada par instituição/curso. A Universidade de Lisboa confirma este funcionamento ao remeter, na sua própria página, para os editais publicados por cada uma das suas escolas, em vez de fixar um prazo geral para toda a universidade.

Isto significa que qualquer resumo geral, incluindo este artigo, serve para perceberes a lógica do processo, mas nunca substitui o edital concreto da instituição onde queres entrar. Também não confundas esta mudança de par instituição/curso com as novas regras das provas de ingresso, que se aplicam a quem se candidata pela primeira vez ao ensino superior. São dois regimes diferentes que só partilham parte do nome.

Quando se candidata? Um exemplo de calendário

Para teres uma ideia real dos prazos, sem inventar datas que ainda não existem, vale a pena olhar para um caso concreto e já publicado. Na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), as candidaturas ao ciclo letivo de 2025/2026 estiveram abertas entre 2 de junho e 16 de julho de 2025. Os resultados provisórios saíram até 31 de julho, e o período de audiência prévia decorreu entre 1 e 14 de agosto do mesmo ano.

Este exemplo serve para perceberes o tipo de janela temporal, normalmente concentrada no verão, entre o fim de um ano letivo e o início do seguinte. Não é, no entanto, um calendário válido para o ano corrente nem para outras instituições, porque cada uma publica o seu próprio calendário no seu sítio oficial. Não existem, à data desta publicação, datas confirmadas para o ciclo 2026/2027, por isso o mais seguro é ires diretamente ao edital da tua instituição assim que ele for publicado, em vez de te guiares por prazos de anos anteriores.

E se não houver vaga?

Como o número de vagas é limitado pela instituição de destino, não há garantia de que o pedido seja aceite, mesmo cumprindo os três requisitos. Se isso acontecer, tens basicamente três caminhos.

  • Tentar de novo: repetir o pedido no ciclo seguinte, sobretudo se a nota que te falta for pequena e conseguires melhorá-la nesse intervalo.
  • Voltar ao concurso nacional: o concurso nacional de acesso tem a sua própria segunda fase e as suas próprias regras, que aqui apenas referimos, sem entrar em detalhe.
  • Olhar para fora de Portugal: avaliar universidades de outros países, incluindo Espanha, onde o calendário e os critérios de acesso são diferentes dos portugueses.

Nenhuma destas opções é automática, e todas pedem alguma antecedência para não perderes um ano letivo inteiro à espera. Se a tua reflexão já foi além da mudança de par instituição/curso dentro de Portugal, podes pôr estudar fora de Portugal na mesma balança antes de decidires qual dos três caminhos seguir.

Mudar de curso em Portugal ou estudar em Espanha

No lado português, quem pede uma mudança de par já fez os exames nacionais certos, tem uma nota fixada e depende de um número de vagas que não controla. Do lado espanhol, quem vem de Portugal entra por uma via própria, a acreditação UNEDasiss e as provas PCE, com prazos e critérios que nada têm a ver com os do concurso nacional português. Muda também a documentação, pede-se a certificação do percurso escolar português e, nas áreas mais concorridas como as da saúde, são as provas específicas que pesam na nota de admissão.

Estudante português numa tutoria online sobre o acesso a uma universidade espanhola

Antes de decidir, ajuda a conhecer o que se pede de cada lado. Reunimos os documentos para transferência universitária mais pedidos por universidades espanholas a quem vem de fora, e também a candidatura a universidades espanholas passo a passo, para quem já decidiu seguir essa via.

No fim, insistir num par instituição/curso em Portugal ou olhar para Espanha depende do que já fizeste e de quanto tempo estás disposto a esperar por uma vaga sem garantia. Essa conta feita com calma poupa um ano de indecisão.

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Com uma formação completa nas disciplinas chave para os exames de acesso, apoio no idioma e um acompanhamento integral em todo o processo desde a candidatura até à gestão da documentação, damos-te o suporte necessário para entrares na universidade espanhola com segurança e clareza.

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Perguntas frequentes sobre a mudança de par

Posso candidatar-me a mais de uma instituição ao mesmo tempo?

O regulamento fixa o processo por par instituição/curso, e cada candidatura corre na instituição de destino. Confirma no edital de cada instituição que te interessa se é possível apresentar mais do que um pedido no mesmo ciclo, porque essa condição pode variar.

A nota que conta é a média do secundário ou a dos exames nacionais?

O regulamento fala em classificação obtida nos exames nacionais que correspondem às provas de ingresso desse par, não numa média genérica do secundário. É essa nota nos exames nacionais que a instituição de destino usa como referência mínima.

A mudança de par instituição/curso aplica-se a que tipo de cursos?

Aplica-se a cursos técnicos superiores profissionais, licenciaturas e mestrados integrados, tanto em instituições públicas, com exceção do ensino militar e policial, como em instituições privadas.

Posso pedir mudança de par se já interrompi a matrícula?

Sim, o regulamento admite os dois casos, tanto com como sem interrupção da matrícula e da inscrição na instituição de origem. A definição oficial da DGES inclui expressamente essa possibilidade.

Há um prazo único a nível nacional?

Não. Os prazos são fixados por cada instituição de ensino superior e publicados no site de cada uma. Não existe um calendário nacional único para todas as instituições nem para todos os cursos.

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Carlos de la Hoz

Educador em ciências com mais de 8 anos de experiência, especializado em Biologia e Química. Uso tecnologia e pedagogia para preparar estudantes de saúde para a EBAU/PAU/PCE com sucesso.

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