Estás no 11.º ano (ou a repetir no 12.º) e há uma prova que te tira o sono mais do que as outras, porque cruza duas disciplinas numa só e não perdoa quem decora sem perceber. É uma das dúvidas que mais nos chegam por esta altura, e faz todo o sentido, porque a nota pesa muito na candidatura.
Vamos pôr ordem no assunto. Quando percebes a estrutura, a matéria que entra e o calendário, os exames nacionais de física e química deixam de ser um monstro e passam a ser um plano de estudo concreto, com datas e prioridades claras.
Antes de entrar na matéria, fica a pista que poucos te dão: metade desta prova é Química, e a Química é exatamente a disciplina onde te podemos dar uma mão com as nossas explicações de Química para os Exames Nacionais. Mas primeiro, o exame.
O que é o Exame Nacional de Física e Química A e a quem se destina?
É a prova final nacional da disciplina de Física e Química A, com o código 715, organizada pelo IAVE. Faz-se no fim do percurso de ciências e avalia as Aprendizagens Essenciais dos 10.º e 11.º anos, ou seja, dois anos de matéria numa só prova.
Não é só uma nota de fim de ciclo. Para muitos cursos, este exame funciona como prova de ingresso ao ensino superior, sobretudo nas áreas de ciências, engenharias e parte da saúde. Por isso conta duas vezes, na média e como requisito de entrada.
Quem segue ciências e quer Medicina, Farmácia, Engenharia ou cursos próximos costuma ter este exame na lista. Se ainda estás a montar a tua estratégia de provas, vê o panorama dos Exames Nacionais 2026 para perceber como tudo encaixa.
O que sai no exame de física e química e como está estruturado?
A prova reparte-se de forma equilibrada entre os dois domínios e entre os dois anos, segundo a informação oficial do IAVE para a prova 715. Em vez de listar tudo, é mais útil veres os grandes blocos que costumam pesar.

- Química do 10.º ano: estrutura atómica, tabela periódica, gases, soluções e a química das estrelas e da atmosfera.
- Física do 10.º ano: energia, transferências de energia e o estudo dos movimentos no dia a dia.
- Química do 11.º ano: equilíbrio químico, reações ácido-base, de oxidação-redução e de solubilidade.
- Física do 11.º ano: ondas, som, eletromagnetismo e a física da comunicação à distância.
Quanto ao formato, a prova combina itens de seleção, como a escolha múltipla, com itens de construção, em que tens de calcular, justificar e relacionar conceitos. É aqui que se ganha ou perde a nota, porque a justificação vale tanto como o resultado.
Quanto tempo dura e que material podes levar?
A duração é de 120 minutos, com mais 30 minutos de tolerância, conforme a Informação-Prova do IAVE. Pode parecer muito, mas com cálculos e justificações o tempo voa, e gerir o relógio é metade da batalha.
Sobre o material, há um detalhe que tranquiliza quem entra em pânico com fórmulas. O próprio caderno da prova inclui um formulário, uma tabela de constantes e a Tabela Periódica, por isso não tens de decorar tudo de cor.
É permitido levar régua, esquadro, transferidor e calculadora gráfica em modo de exame. Vale a pena dominares a tua calculadora antes do dia, porque chegar ao exame a descobrir botões é tempo perdido que não recuperas.
Quando são os exames nacionais de física e química em 2026?
Para 2026, o Exame Nacional de Física e Química A (prova 715) está marcado pelo IAVE para 25 de junho às 09:30 na 1.ª fase. A 2.ª fase realiza-se a 17 de julho às 09:30, e as datas confirmam-se no calendário oficial dos exames.

A 1.ª fase é a que conta para a maioria das candidaturas ao ensino superior, enquanto a 2.ª fase serve para melhorar a nota ou para quem não pôde fazer a primeira. Se tens dúvidas sobre o que mudou no acesso, o resumo das novas regras dos Exames Nacionais ajuda a situares-te.
Saber a data com antecedência não é um detalhe menor. Permite-te montar um calendário de estudo realista, deixar os exames antigos para as últimas semanas e chegar ao dia da prova com a matéria consolidada, e não a correr.
Como preparar o exame de física e química sem aulas presenciais?
A matéria é longa, mas o método que distingue quem tira boa nota é quase sempre o mesmo. Não é estudar mais horas, é estudar com a prova em mente desde o início.
- Treina com exames antigos do IAVE: habitua-te ao tipo de pergunta, à linguagem e à gestão do tempo, que é onde muitos tropeçam.
- Não separes Física de Química: como o peso é equilibrado, descurar um dos domínios custa-te metade da nota.
- Trabalha a justificação: nos itens de construção, explicar bem o raciocínio vale tanto como acertar no número.
- Resolve com o formulário ao lado: treina já com a Tabela Periódica e o formulário que vais ter no exame, para os usares com naturalidade.
Há quem prefira fazer este caminho com apoio, sobretudo na Química, que é onde mais alunos se perdem entre o equilíbrio químico e as reações ácido-base. Uma preparação online séria, com aulas e exercícios resolvidos, costuma ser onde mais rende o esforço quando o tempo aperta.
E se a tua nota deste exame também abrisse uma universidade em Espanha?
Aqui está a parte que muito poucos te contam. A nota de um Exame Nacional não serve só para as candidaturas em Portugal, porque o sistema espanhol aceita-a como base de acesso, e basta um Exame Nacional de qualquer matéria para começar.
Em Espanha, a candidatura pontua até 14 pontos. Até 10 saem da tua média de secundário combinada com o teu melhor Exame Nacional, e os outros 4 podem somar-se com as PCE. Ou seja, o esforço que já estás a fazer não fica preso a uma só candidatura.
Queres estudar um curso na área da saúde em Espanha?
Com uma formação completa nas disciplinas chave para os exames de acesso, apoio no idioma e um acompanhamento integral em todo o processo desde a candidatura até à gestão da documentação, damos-te o suporte necessário para entrares na universidade espanhola com segurança e clareza.


E há uma ligação direta com a prova que estás a preparar. Metade do exame de Física e Química é Química, a mesma Química que entra na PCE de Química usada para reforçar o acesso em Espanha. Se quiseres afinar essa parte, a nossa preparação para a PCE de Química foi pensada para estudantes portugueses. Se quiseres ver este plano aplicado ao teu caso, a melhor nota possível e que universidades espanholas te interessam, escreve-nos pelo chat do site ou pelo WhatsApp e damos-te uma assessoria personalizada sem compromisso.
Perguntas frequentes sobre os exames nacionais de física e química
O que sai no exame de física e química A?
A prova 715 reparte-se de forma equilibrada entre Física e Química e entre os 10.º e 11.º anos. Em Química entram a estrutura atómica, a tabela periódica, o equilíbrio químico e as reações ácido-base; em Física, a energia, os movimentos, as ondas e o eletromagnetismo. Combina itens de escolha múltipla com itens de construção que exigem cálculo e justificação.
Quanto tempo dura o exame de Física e Química A?
A prova tem a duração de 120 minutos, com mais 30 minutos de tolerância, segundo a Informação-Prova do IAVE. O caderno inclui formulário, tabela de constantes e Tabela Periódica, e é permitido usar régua, esquadro, transferidor e calculadora gráfica.
Quando é o Exame Nacional de Física e Química em 2026?
Em 2026, a prova 715 realiza-se a 25 de junho às 09:30 na 1.ª fase e a 17 de julho às 09:30 na 2.ª fase, de acordo com o calendário oficial do IAVE. A 1.ª fase é a que conta para a maioria das candidaturas ao ensino superior.
Que código tem o exame de Física e Química A?
Tem o código 715 e é organizado pelo IAVE. Avalia as Aprendizagens Essenciais de Física e Química A dos 10.º e 11.º anos e, para muitos cursos de ciências, engenharias e saúde, funciona como prova de ingresso ao ensino superior.
A nota deste exame serve para estudar em Espanha?
Sim. O sistema espanhol aceita um Exame Nacional de qualquer matéria como base de acesso, com a candidatura a pontuar até 14 pontos. Como metade da prova é Química, essa preparação aproveita-se diretamente na PCE de Química, que soma pontos no acesso a universidades espanholas.






