Universidades de medicina na Europa, comparação real para estudantes portugueses

Estudante portuguesa diante da fachada de uma faculdade, uma das universidades de medicina na Europa

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Universidades de medicina na Europa, comparação real para estudantes portugueses

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Terminas o 12.º ano com boas notas, sentes-te capaz, e mesmo assim a média para entrar em Medicina em Portugal fica a uma distância que custa. É uma das situações que mais nos chegam, e faz todo o sentido começares a olhar para que universidades de medicina na Europa estão ao teu alcance, e não um sonho de folheto.

A boa notícia é que estudar Medicina fora de Portugal deixou de ser coisa de famílias com muito dinheiro ou de notas perfeitas. Há universidades mesmo acessíveis, e outras que parecem o sonho até veres o preço e a nota que pedem. O importante não é o ranking, é saber onde podes entrar de verdade.

Antes de olhar para os nomes convém perceber porque é que a média portuguesa aperta tanto, porque é aí que está a raiz de toda esta procura. E se a Espanha já te anda na cabeça como opção próxima, podes avaliá-la com calma na nossa preparação para estudar Medicina em Espanha.

Porque é que tantos portugueses procuram Medicina fora de Portugal?

Entrar em Medicina numa universidade pública portuguesa exige rondar os 18,5 em 20. No concurso de 2024, os últimos colocados andaram à volta de 18,53 na Faculdade de Medicina do Porto, 18,47 no ICBAS e 18,35 no Minho, segundo as médias do Concurso Nacional de Acesso da DGES.

Essa nota é calculada a 50% com a tua média do secundário e a 50% com as provas de ingresso. Com vagas tão limitadas e milhares de candidatos, uma décima abaixo deixa-te de fora, por muito brilhante que seja o teu percurso.

É por isso que cada ano mais estudantes portugueses olham para as universidades de medicina na Europa. Não é capricho nem fuga, é que uma nota boa, num sistema com pouquíssimas vagas, nem sempre entra. A pergunta passa a ser outra, quais são essas universidades e onde consegues mesmo entrar.

Que universidades de medicina na Europa tens à tua frente?

Antes de decorar rankings, vale a pena olhar para o mapa com critério. Estas são as grandes referências por região, com os nomes que vais encontrar em qualquer pesquisa, ordenadas da mais exigente à mais próxima de um perfil português.

RegiãoUniversidades de referênciaVia de acessoLínguaCusto anual aprox.
Reino UnidoOxford, Cambridge, Imperial, UCLUCAT e entrevistaInglês20.000–41.000 £
SuéciaInstituto KarolinskaMérito académicoSueco (curso)Baixo para a UE
Europa de LesteSemmelweis, Pécs, Carolina de PragaExame de admissão próprioInglêsPerto de 15.000 €
ItáliaLa Sapienza, Pavia, BolonhaExame IMATInglês/ItalianoPública económica
EspanhaBarcelona, Complutense, Salamanca, NavarraNota até 14 (média + Exame Nacional + PCE)Espanhol1.000–2.000 € (pública)
Portugal (referência)Lisboa, Porto, CoimbraConcurso Nacional, ~18,5/20Português550–1.100 €

Reino Unido, as gigantes do ranking

Quando alguém fala das melhores universidades de medicina na Europa, surgem sempre os mesmos nomes britânicos: Oxford, Cambridge, o Imperial College London e a UCL. Lideram os rankings mundiais e têm séculos de história.

O problema é o acesso. Depois do Brexit, um português paga tarifa internacional, entre 20.000 e 41.000 £ por ano, e tens ainda de passar pelo UCAT e por entrevista. São uma referência de prestígio, mas raramente um plano realista para uma família portuguesa.

Suécia e o caso do Instituto Karolinska

O Instituto Karolinska, em Estocolmo, é das melhores do mundo em Medicina e é o que atribui o Nobel da Medicina. Aparece em quase todas as listas europeias.

A nuance é a língua. O curso de Medicina é dado sobretudo em sueco, por isso, na prática, a porta de entrada para um português é estreita. Prestígio enorme, acessibilidade real pequena.

Europa de Leste, Semmelweis, Pécs e Carolina de Praga

É aqui que muitos portugueses e brasileiros acabam por entrar. A Universidade Semmelweis e as de Pécs e Debrecen (Hungria), ou a Universidade Carolina de Praga (Chéquia), oferecem Medicina em inglês com um exame de admissão próprio de Biologia e Química, sem dependerem da tua média do secundário.

O título é válido em toda a UE, mas o custo trava muita gente. Na Semmelweis, um estudante internacional paga perto de 15.000 € por ano só de propinas, segundo dados recolhidos pela Voxeurop. Junta seis anos longe e o orçamento dispara.

Itália, La Sapienza, Pavia e Bolonha pelo IMAT

A Itália abriu Medicina em inglês em várias públicas de peso, como La Sapienza (Roma), Pavia e Bolonha, através do exame IMAT. As propinas são moderadas, o que a torna atrativa.

O senão é a concorrência. As vagas para internacionais são limitadas e o IMAT é muito seletivo, por isso entrar é bastante mais difícil do que o preço sugere.

Espanha, das públicas às privadas e a porta mais próxima

Aqui os nomes são muitos e variados. Nas públicas encontras a Universidade de Barcelona, a Complutense de Madrid, a Autónoma de Madrid, a de Salamanca ou a de Valência. Nas privadas, a Universidade de Navarra, a CEU San Pablo ou a UIC Barcelona, com acesso mais flexível.

A grande diferença é que o curso é em espanhol (próximo do português), o custo nas públicas é baixo e o sistema de acesso soma a teu favor. Tens o panorama completo nas melhores faculdades de Medicina em Espanha e, se a nota apertar, nas universidades privadas de Medicina.

Estudante a comparar universidades de medicina na Europa num painel de cartazes do campus

Espanha em detalhe, como entras e onde

De todas as opções, a Espanha é a que melhor encaixa num perfil português, e não por marketing. Partilham fronteira, o espanhol aprende-se depressa e o sistema de acesso premeia o que já tens em vez de te pedir um exame novo do zero.

O acesso é pontuado até 14. Até 10 pontos saem da tua média do secundário combinada com um único Exame Nacional português, e até 4 pontos somam-se com as PCE de Biologia e Química. Uma média que não entra em Portugal pode tornar-se assim numa candidatura competitiva. Aqui tens o detalhe da média para entrar em Medicina e do processo de candidatura.

Quanto a universidades concretas, uma das mais procuradas por portugueses é a Faculdade de Medicina de Salamanca, pela proximidade e tradição. Em custo, as públicas espanholas rondam entre 1.000 e 2.000 € por ano, longe dos 15.000 € da Hungria ou dos números britânicos, como detalhamos nos custos para estudar Medicina em Espanha.

Se a tua média ficou perto mas não chegou, é aí que uma preparação séria das PCE deixa de ser um gasto e se torna na alavanca real entre ficares de fora ou entrares.

Queres estudar um curso na área da saúde em Espanha?

Com uma formação completa nas disciplinas chave para os exames de acesso, apoio no idioma e um acompanhamento integral em todo o processo desde a candidatura até à gestão da documentação, damos-te o suporte necessário para entrares na universidade espanhola com segurança e clareza.

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Não é tudo Espanha, claro. Mas se procuras a via com menos fricção (língua próxima, distância curta, custo contido e uma nota que soma), é a que mais portugueses está a escolher hoje. Para perceberes como se faz mesmo partindo de uma nota justa, vê como entrar em Medicina com média baixa.

O título de Medicina europeu serve para exercer em Portugal?

É a dúvida que mais trava as famílias, e a resposta tranquiliza. Dentro da União Europeia, os cursos de Medicina são reconhecidos de forma automática entre estados-membros graças à diretiva europeia de qualificações profissionais. Um diploma de Espanha, Itália ou Hungria é válido para voltares a Portugal e te inscreveres na Ordem.

O trâmite existe, mas é de reconhecimento, não de repetição. Trata-se junto da Ordem dos Médicos ao regressar, sem repetir o curso nem voltar a examinar-te. Por isso, manteres-te dentro da UE simplifica muito o regresso.

A nuance importante está no Reino Unido. Depois do Brexit, o seu título já não entra nesse reconhecimento automático e soma um passo administrativo extra. É mais uma razão para que, dentro da Europa, as universidades comunitárias saiam a ganhar se o teu plano é exercer em Portugal.

Estudante de Medicina com bata numa faculdade, opção de estudar Medicina na Europa

Como decidir qual universidade europeia te encaixa?

Não há uma resposta única, há uma que se ajusta ao teu caso. Cruza a tua nota, o teu orçamento e a tua disposição para estudar noutra língua, e a lista de nomes deixa de ser intimidante:

  • Se procuras prestígio e tens orçamento alto: Oxford, Cambridge ou o Imperial, assumindo nota e custo internacional.
  • Se o inglês e o gasto não te travam: a Semmelweis, Pécs ou a Carolina de Praga abrem portas com o seu exame próprio.
  • Se queres propinas baixas em inglês, mas aceitas muita concorrência: o IMAT para La Sapienza, Pavia ou Bolonha.
  • Se queres proximidade, língua acessível e uma nota que soma: as públicas e privadas espanholas são a aposta mais equilibrada para um português.

Para comparares o panorama europeu para além da Medicina, serve-te o nosso guia de melhores universidades na Europa. A pergunta honesta não é qual é a melhor faculdade do ranking, mas qual é a melhor para o teu caso concreto: a tua média, os teus melhores Exames Nacionais e o que a tua família pode assumir. Se quiseres ver esse cálculo aplicado a ti, escreve-nos pelo chat do site ou pelo WhatsApp e damos-te uma assessoria personalizada sem compromisso.

Perguntas frequentes sobre universidades de medicina na Europa

Quais são as melhores universidades de medicina na Europa?

Pelos rankings mundiais, costumam liderar Oxford, Cambridge, o Imperial College London e a UCL (Reino Unido), além do Instituto Karolinska (Suécia). Agora, melhor no ranking não é o mesmo que acessível. Muitas pedem nota altíssima, custo elevado ou estudo noutra língua. Para um português, a universidade certa é a que junta acesso real, custo e reconhecimento do título.

Onde posso estudar Medicina na Europa em inglês?

Sobretudo na Europa de Leste e em Itália. A Universidade Semmelweis, Pécs e Debrecen (Hungria) e a Carolina de Praga (Chéquia) dão Medicina em inglês com exame de admissão próprio. A Itália oferece o mesmo em La Sapienza, Pavia ou Bolonha através do exame IMAT. O custo costuma ser mais alto (perto de 15.000 € por ano na Hungria).

Que universidades de medicina há em Espanha?

Nas públicas encontras a Universidade de Barcelona, a Complutense e a Autónoma de Madrid, Salamanca ou Valência. Nas privadas, a Universidade de Navarra, a CEU San Pablo ou a UIC Barcelona, com acesso mais flexível. O curso é em espanhol e tens a lista trabalhada nas melhores faculdades de Medicina em Espanha.

Quanto custa estudar Medicina em Espanha sendo português?

Nas universidades públicas, as propinas rondam entre 1.000 e 2.000 € por ano, a que tens de somar alojamento e vida. É um custo muito inferior ao da Europa de Leste ou do Reino Unido, e uma das razões pelas quais a Espanha é a opção mais acessível para muitas famílias portuguesas.

Como entro em Medicina em Espanha se a minha média é baixa?

A chave está nas PCE. Mesmo que a tua média do secundário seja justa, podes somar até 4 pontos extra com os exames de Biologia e Química, o que sobe a tua nota de acesso até 14. Com uma boa preparação dessas provas, uma média baixa em Portugal pode dar para uma candidatura real em Espanha.

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Carlos de la Hoz

Educador em ciências com mais de 8 anos de experiência, especializado em Biologia e Química. Uso tecnologia e pedagogia para preparar estudantes de saúde para a EBAU/PAU/PCE com sucesso.

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