Mudanças no Ensino Superior 2026: o que muda no acesso

estudante em biblioteca universitária a consultar informação sobre mudanças no ensino superior 2026

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Mudanças no Ensino Superior 2026: o que muda no acesso

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Se estás a preparar a candidatura ao ensino superior este ano, provavelmente já ouviste falar das alterações publicadas em fevereiro. O Governo alterou as regras das provas de ingresso a poucos meses da abertura das candidaturas, e a confusão instalou-se rapidamente: alguns estudantes pensaram que iam fazer menos exames, outros que deixavam de precisar de certos resultados. Nenhuma das duas interpretações está exatamente correta.

O que o Decreto-Lei n.º 56/2026 alterou foi concreto e específico: o número de provas de ingresso que cada instituição pode exigir passou de um mínimo obrigatório de duas para um intervalo de uma a três, à escolha de cada faculdade por par de curso. Não é uma simplificação geral, é uma flexibilização. E isso tem implicações práticas que vale a pena perceber antes de fazeres a tua candidatura.

O que mudou é concreto, as datas já estão publicadas, e para quem também está a considerar alternativas fora de Portugal, a preparação para as provas PCE da UNED é um percurso com regras estáveis que vale conhecer.

O que mudou com o Decreto-Lei n.º 56/2026?

Publicado a 16 de fevereiro de 2026, o Decreto-Lei n.º 56/2026 modifica o Decreto-Lei n.º 296-A/98, que regula o regime geral de acesso ao ensino superior. O ponto central é direto: as Instituições de Ensino Superior (IES) podem agora exigir entre uma e três provas de ingresso por par instituição/curso, em vez do mínimo obrigatório de duas que vigorava em 2025.

Na prática, uma faculdade pode definir um curso em que só seja necessária uma prova de ingresso. Outra pode continuar a exigir duas ou três. A decisão é de cada instituição, e os elencos adicionais são publicados pelo Instituto para o Ensino Superior na sua página de internet.

Regra 2025Regra 2026 (DL 56/2026)
Provas de ingresso (mínimo)2 obrigatórias1 a 3 (cada IES decide)
Exames Nacionais (conclusão do secundário)33 (não muda)
Quem define o númeroA leiCada IES por par curso/instituição

Importa também saber que esta alteração repõe a regra que existia antes de 2024. Não é uma novidade absoluta; é uma reversão da alteração introduzida em 2025, que tinha elevado o mínimo para duas provas.

O que fica exatamente igual?

A confusão mais frequente mistura as provas de ingresso com os Exames Nacionais para concluir o ensino secundário. São duas coisas distintas, e as regras de conclusão do 12.º ano não foram alteradas:

  • Exames Nacionais obrigatórios: continuam a ser três para concluir o ensino secundário
  • Elencos já definidos pelas IES: mantêm-se; as faculdades podem adicionar novos, mas não eliminam os anteriores
  • Critérios de seriação e notas mínimas: não foram modificados pelo DL 56/2026
  • Pré-requisitos físicos ou técnicos: sem qualquer alteração

Este decreto-lei toca exclusivamente as provas de ingresso exigidas para a candidatura ao ensino superior. Tudo o que implica concluir o 12.º ano permanece igual.

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O que significa isto na prática para a tua candidatura?

A flexibilização pode ser uma boa notícia em alguns casos: se és forte numa área específica, pode haver cursos que agora só exijam essa prova. Mas há um reverso que vale ter em conta. Com cada IES a definir os seus próprios elencos, o processo fragmentou-se. Não existe uma regra única que se aplique a todos os cursos, o que significa que tens de verificar caso a caso antes de definires o teu plano.

Para navegar neste sistema sem surpresas, o caminho é direto:

  1. Vai ao site da DGES e consulta o Guia da Candidatura 2026 ou o assistente de escolha de curso
  2. Confirma as provas de ingresso exigidas para o par instituição/curso que te interessa
  3. Verifica se foram adicionados novos elencos além dos que a instituição já tinha definidos
  4. Repete para cada opção que colocas na candidatura, porque as regras variam curso a curso

Calendário da candidatura ao ensino superior 2026

As datas do Concurso Nacional de Acesso 2026 estão publicadas no Calendário CNA 2026 da DGES. Tens três fases disponíveis:

FaseCandidaturaResultadosMatrícula
1.ª fase20 jul – 6 ago23 ago24-27 ago
2.ª fase24 ago – 2 set13 set14-16 set
3.ª fase22-24 set30 set30 set – 2 out

A maioria dos estudantes coloca-se na primeira fase. As fases seguintes existem para vagas que ficaram por preencher, não como segunda oportunidade para candidatos excluídos na fase anterior, salvo exceções reguladas.

estudante em biblioteca com auscultadores a assistir a aula online sobre acesso a universidades em Espanha

Como afeta os cursos da área da saúde?

Nos cursos de saúde, a variável das provas de ingresso tem um peso diferente porque as médias de acesso são das mais altas do ensino superior português. Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia são áreas onde décimas marcam a diferença entre entrar e ficar de fora.

Com o novo sistema, uma instituição pode optar por exigir apenas uma prova de ingresso para um determinado curso. Isso pode abrir caminho a candidatos com resultados muito sólidos numa área específica; no entanto, com maior flexibilidade a concorrência redistribui-se de forma menos previsível. Menos candidatos descartados por falta de uma segunda prova significa mais candidatos a disputar o mesmo conjunto de vagas. Para quem estuda os exames necessários para entrar em Medicina e outras carreiras de saúde, a recomendação é sempre verificar os requisitos específicos do curso e da instituição antes de definir o plano de preparação.

O que deves fazer agora se estás no 12.º ano?

O momento de agir é antes da abertura das candidaturas. Com as provas de ingresso agora variáveis por instituição, planear com antecedência vale mais do que nunca:

  • Confirma os exames: verifica que provas exige cada um dos teus cursos prioritários, incluindo os novos elencos adicionados pelas IES
  • Define um plano de preparação: foca-te nas provas que mais cursos da tua lista exigem, para maximizar as tuas opções
  • Não contes apenas com Portugal: se as médias dos cursos que queres são muito competitivas, começa já a explorar alternativas paralelas como o acesso via Espanha
  • Acompanha o site da DGES: os elencos adicionais podem ser publicados com pouca antecedência; mantém-te atualizado

E se a nota não chega? A alternativa que muitos portugueses já escolhem

Mesmo com um sistema mais flexível, a realidade das médias de acesso não muda substancialmente. Em Medicina, a nota mínima para entrar nas universidades públicas portuguesas mantém-se à volta dos 17 valores. Em Enfermagem, a concorrência continua a ser elevada. Para quem tem resultados sólidos mas não nos limiares que exigem os cursos mais competitivos em Portugal, ter uma alternativa com regras claras e estáveis faz a diferença.

O acesso às universidades espanholas via provas PCE da UNED é essa alternativa. As regras definem-se com antecedência, as notas de acesso conhecem-se antes de fazer a candidatura, e há cursos de saúde com vagas disponíveis para estudantes internacionais. Muitos estudantes portugueses já fazem os dois processos em paralelo: candidatam-se a Portugal e preparam simultaneamente o acesso a Espanha, sem terem de optar entre um e outro.

Para perceber como funciona o processo, podes começar por ler sobre como entrar na universidade em Espanha ou aprofundar diretamente no acesso à UNED. A Academia Carlos de la Hoz acompanha estudantes portugueses neste processo há mais de 10 anos, com uma taxa declarada de 90% de ingresso na carreira e universidade escolhidas.

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Perguntas frequentes sobre as mudanças no ensino superior 2026

O Decreto-Lei n.º 56/2026 obriga-me a fazer menos exames?

Não necessariamente. O decreto altera o número de provas de ingresso que cada instituição pode exigir para a candidatura, passando de um mínimo obrigatório de duas para um intervalo de uma a três. A decisão é de cada IES por par instituição/curso. Continuas a precisar de três Exames Nacionais para concluir o ensino secundário; isso não mudou.

Os 3 Exames Nacionais continuam a ser obrigatórios?

Sim. As condições de conclusão do ensino secundário não foram alteradas pelo DL 56/2026. Continuas a precisar de realizar três Exames Nacionais para obteres o diploma do 12.º ano. O que mudou foi apenas o número de provas de ingresso que as instituições podem exigir para a candidatura ao ensino superior.

Como sei quantas provas exige o meu curso?

Tens de consultar o Guia da Candidatura 2026 ou o assistente de escolha de curso disponível no site da DGES. Cada par instituição/curso tem as suas próprias provas de ingresso definidas, e podem existir novos elencos adicionados pelas IES ao abrigo do DL 56/2026. A informação é publicada pelo Instituto para o Ensino Superior, I.P., na sua página de internet.

Quando são as candidaturas ao ensino superior público em 2026?

A primeira fase do Concurso Nacional de Acesso 2026 decorre entre 20 de julho e 6 de agosto. Os resultados são divulgados a 23 de agosto e as matrículas realizam-se entre 24 e 27 de agosto. Existe ainda uma segunda fase de 24 de agosto a 2 de setembro e uma terceira fase de 22 a 24 de setembro.

Se a minha nota não for suficiente em Portugal, posso candidatar-me a Espanha?

Sim. O acesso às universidades espanholas é feito através das provas PCE da UNED, um percurso diferente com regras próprias que pode ser preparado em paralelo com a candidatura em Portugal. Muitos estudantes portugueses fazem os dois processos em simultâneo. A Academia Carlos de la Hoz tem mais de 10 anos de experiência a acompanhar estudantes portugueses neste processo.

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Carlos de la Hoz

Educador em ciências com mais de 8 anos de experiência, especializado em Biologia e Química. Uso tecnologia e pedagogia para preparar estudantes de saúde para a EBAU/PAU/PCE com sucesso.

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