Em 2025-2026, Engenharia Aeroespacial na Universidade do Minho fechou em 183,80 sobre 200 na primeira fase do CNA. Foi a nota mais alta do país. Para um estudante com média de 17 num excelente percurso, ainda assim ficou de fora. Saber interpretar as melhores notas de candidatura é o primeiro passo para deixar de comparar a tua nota com listas que pintam um quadro irreal.
Uma nota competitiva não é uma nota alta em abstracto. Depende do curso, da universidade, da fase de candidatura e da concorrência desse ano. A Universidade do Porto domina os cursos de média mais elevada (são da U.Porto 11 dos 25 cursos com notas mais altas em 2025-26), mas há cursos no top 10 nacional onde uma nota de 16,5 entra com folga.
Saber a nota mais alta de Engenharia Aeroespacial não te ajuda a ti — o que ajuda é perceber em que escala a tua média se enquadra e quando vale a pena começar a desenhar um plano B. Para uma média de 14 a 17, há cursos onde ainda chegas em Portugal e cursos onde só os décimos finais decidem; e há um terceiro grupo onde a porta portuguesa fechou para sempre. Se a tua média te coloca nesse último grupo e queres avaliar a via espanhola sem ficar amarrado à segunda fase, conhece a nossa preparação para estudar em Espanha.
Quais são as melhores notas de candidatura em Portugal em 2025-2026?
A primeira fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) 2025-2026 confirmou tendências dos últimos anos: as notas mais altas concentram-se em Engenharias muito específicas, Medicina e Arquitectura nas universidades de maior prestígio.
- Engenharia Aeroespacial (U.Minho): 183,80
- Medicina (U.Porto, U.Lisboa, U.Coimbra): entre 187 e 191
- Engenharia Física (IST): ~187
- Arquitectura (U.Porto FAUP): ~178
- Engenharia Biomédica (U.Porto): ~182
- Engenharia Informática (Técnico): ~178
- Medicina Dentária (U.Lisboa, U.Porto): 184-186
- Medicina Veterinária (U.Lisboa): ~183
A regra empírica: nas universidades clássicas (Lisboa, Porto, Coimbra), Medicina e Engenharias do Técnico exigem acima de 18 sobre 20 convertido (ou seja, acima de 180/200). Em Enfermagem nas públicas, o piso ronda os 165-175 consoante a região. Para mais profundidade na análise de Medicina, podes ver média para entrar em Medicina em Espanha (com a equivalência directa para portugueses).
Como se calcula a nota de candidatura em Portugal?
A nota de candidatura para o ensino superior público português é uma fórmula clara, embora cada universidade possa ajustar pesos por curso. O esquema base é:
- 50% Classificação do Ensino Secundário (CES): a tua média final dos três anos do secundário, convertida para a escala 0-200
- 50% Provas de Ingresso (PI): exames nacionais específicos exigidos pelo curso, geralmente uma ou duas, com pesos definidos por cada universidade
Algumas instituições aplicam pré-requisitos adicionais: testes físicos para Educação Física, provas de aptidão para Arquitectura, entrevista para certos cursos artísticos. A informação oficial actualizada para cada curso e ano está no portal da Direção-Geral do Ensino Superior, de consulta obrigatória antes de qualquer simulação.
A consequência prática é que a tua nota muda consoante o par curso/universidade que escolhes na candidatura. O mesmo aluno com a mesma média pode ter 175 numa simulação de Medicina em Coimbra e 168 numa simulação de Engenharia Civil em Aveiro, porque os exames exigidos e os pesos são diferentes.

Que nota é considerada competitiva consoante a carreira?
Há três blocos que valem a pena conhecer para situar a tua nota com realismo:
- Cursos de elite (>180/200): Medicina nas três grandes (Lisboa, Porto, Coimbra), Engenharia Aeroespacial U.Minho, Arquitectura FAUP, Engenharia Física IST.
- Cursos competitivos (170-180): Enfermagem em Lisboa e Porto, Engenharias mais procuradas, Medicina Dentária, Veterinária, Direito em Lisboa Clássica.
- Cursos acessíveis com nota média (155-170): Enfermagem em politécnicos do interior, Engenharias em universidades regionais, Ciências Sociais, Letras, Educação.
Abaixo de 155, ainda há colocações em primeira fase em alguns cursos das públicas, sobretudo no interior. Acima de 195, estás em terreno de outliers absolutos. A maior parte dos estudantes portugueses anda entre 145 e 180.
Nota de último colocado, nota mínima e nota competitiva: três conceitos diferentes
Há uma confusão habitual que vale a pena desfazer antes de fazer planos:
- Nota de último colocado: a nota com que entrou o último estudante numa fase específica desse curso/universidade num ano concreto. Muda todos os anos.
- Nota mínima: o piso fixado pela própria universidade para se candidatar (geralmente 95 ou 100/200, varia). Não te garante entrada, só te deixa concorrer.
- Nota competitiva: a nota com que tens probabilidade real de entrar com folga. Costuma ser 5-10 pontos acima da nota de último colocado do ano anterior, para absorver a flutuação.
Confiar exclusivamente na nota de último colocado do ano anterior é um erro. Se subir a procura, a nota sobe; se descer, sobra vaga. Uma nota competitiva é a que te dá margem para que a flutuação não te deixe fora.

O que fazer se a tua nota não chega à média do curso desejado?
Se a tua nota está, por exemplo, entre 14 e 16 (140-160 na escala 200) e o teu curso de eleição pede 175 ou mais, há três rotas reais que vale a pena explorar antes de aceitar uma colocação que não querias:
- Repetir Exames Nacionais para subir nota. O artigo repetir exames nacionais explica os prazos e o que se pode (e não se pode) recuperar.
- Reorientar para um curso afim numa universidade com nota mais baixa, com hipótese de transferência interna depois.
- Estudar fora de Portugal, especialmente em Espanha, onde o sistema reconhece a tua média portuguesa convertida e basta um Exame Nacional (não dois PCEs como antes). Detalhes em exames nacionais e novas regras.
Esta terceira via deixou de ser exótica nos últimos anos. Para perceber como funciona quando a média é apertada, podes ler como entrar em Medicina em Espanha com uma média baixa ou nota média para Medicina Veterinária em Espanha consoante o teu objectivo.
Como melhorar a tua nota de candidatura?
Há três alavancas reais sobre as quais podes actuar este ou no próximo ano lectivo:
- Subir a nota de Provas de Ingresso: o exame que mais pesa no curso desejado é onde tens maior retorno por hora de estudo. Identifica-o e dá-lhe prioridade.
- Acrescentar uma Prova de Ingresso adicional se o curso a admite: às vezes uma terceira prova entra na fórmula com peso próprio e empurra a nota para cima.
- Repetir Exames Nacionais que tenhas feito mal. As regras mudam consoante a fase, mas há janela em quase todas as situações.
Importante: subir 1 ponto na nota de candidatura (ex: de 165 para 175) costuma exigir um esforço comparável a passar de 14 para 17 numa Prova de Ingresso. Não é pequeno. Por isso, a opção de procurar um sistema universitário diferente, como o espanhol, deixou de ser plano B e passou a ser plano A para muitas famílias portuguesas com média entre 14 e 16.
Como decidir que rota faz sentido para ti?
Acaba sempre por ser uma combinação de três variáveis: a tua nota actual e margem de melhoria realista, o curso ao qual aspiras (e quanto a vontade é firme), e a tua disponibilidade para mudar de país a 18 anos.
Quem tem média estável entre 14 e 16 e vontade clara de uma carreira da área da saúde encontra em Espanha a rota mais directa. As universidades espanholas reconhecem a tua média portuguesa e o acesso pede apenas um Exame Nacional. Já se tens média acima de 17 e o curso português pede 18+, vale a pena tentar repetir um exame para ficar onde queres.
A pergunta honesta é se vais fazer este exercício sozinho ou com alguém que conheça os dois sistemas. Simular a tua nota espanhola, ver que carreiras de facto alcanças e comparar com a tua candidatura portuguesa demora menos de uma hora bem feita.
Queres estudar um curso na área da saúde em Espanha?
Com uma formação completa nas disciplinas chave para os exames de acesso, apoio no idioma e um acompanhamento integral em todo o processo desde a candidatura até à gestão da documentação, damos-te o suporte necessário para entrares na universidade espanhola com segurança e clareza.


Uma nota competitiva não se mede em abstracto — mede-se em relação ao curso que queres, à fase em que estás a candidatar-te e à margem que te resta para subir. Se preferes não passar o verão a fazer contas e a especular, conta-nos no chat ou pelo WhatsApp qual é o teu objectivo e a tua média actual; ajudamos-te a separar os cursos onde ainda compensa lutar pela segunda fase dos casos onde Espanha já é a aposta mais racional. Para o passo seguinte (organizar o calendário até à candidatura), está explicado em como fazer faculdade na Espanha.
Perguntas frequentes sobre as melhores notas de candidatura
Qual é o curso com a nota de candidatura mais alta em Portugal?
Em 2025-2026, o curso com a nota de último colocado mais alta foi Engenharia Aeroespacial na Universidade do Minho, com 183,80 sobre 200. Em geral, os cursos com notas mais altas são Medicina nas três grandes (Lisboa, Porto, Coimbra), Engenharias específicas no Técnico (IST) e na U.Porto, e Arquitectura na FAUP. As notas variam todos os anos consoante a procura e o número de vagas.
Qual é a nota mínima para entrar em Medicina em Portugal?
A nota mínima fixada pelas universidades para se candidatar a Medicina costuma ser de 100 ou 110 sobre 200, mas a nota de último colocado em primeira fase ronda os 187-191 consoante a universidade. Para concorrer com hipótese real é preciso uma nota acima de 185. Se a tua média não chega, há alternativas como estudar Medicina em Espanha, onde o piso é mais acessível.
Como se calcula a nota de candidatura ao ensino superior em Portugal?
A nota de candidatura é uma combinação de 50% da Classificação do Ensino Secundário (a tua média dos três anos do secundário convertida para 0-200) e 50% das Provas de Ingresso (Exames Nacionais específicos exigidos pelo curso). Cada universidade pode definir pesos próprios para as provas dentro desse esquema. Algumas adicionam pré-requisitos como testes físicos ou provas de aptidão.
O que é uma nota competitiva para entrar em Enfermagem?
Para Enfermagem nas universidades públicas das grandes cidades (Lisboa, Porto, Coimbra), uma nota competitiva ronda os 170-175 sobre 200. Em politécnicos e universidades do interior, o piso é mais baixo (155-165). Para Enfermagem em Espanha, com a média portuguesa convertida e PCE, basta uma nota substancialmente mais baixa para entrar em universidades públicas como Granada, Salamanca ou Valência.
O que significa exactamente nota de último colocado?
A nota de último colocado é a nota com que entrou o último estudante a ser admitido num curso/universidade numa fase específica de candidatura num ano concreto. Não é um piso fixo: muda todos os anos consoante a procura e as vagas. Confiar só nela para planear é arriscado, porque se a procura subir, a nota sobe e podes ficar fora apesar de ter alcançado a do ano anterior.
Vale a pena repetir exames nacionais para subir a nota?
Depende. Se a tua margem de melhoria realista é de 2 ou 3 pontos numa Prova de Ingresso e o curso desejado pede uma nota a esse nível superior à tua, vale a pena. Se a diferença é maior ou se a tua margem realista é pequena, conviene avaliar alternativas (estudar fora, reorientar para curso afim) em paralelo. Mais detalhe em repetir exames nacionais.
Em Espanha, qual é a nota mínima para Medicina sendo estudante português?
Em Espanha, a nota de admissão para Medicina varia por universidade pública, mas geralmente fica entre 12,5 e 13,5 sobre 14 na escala espanhola. Para um estudante português, a média do secundário convertida combinada com um Exame Nacional, mais PCE de Biologia e Química, costuma chegar para Medicina em algumas universidades públicas espanholas se a média portuguesa estiver acima de 16. Para análise concreta caso a caso, o melhor é simular.






